Como diria a canção:
"Então é Natal, e o que você fez?
O ano termina e nasce outra vez"
Simplesmente não entendo essa necessidade humana
em repartir o tempo.
Anos, meses, dias, horas... servem apenas para nos fazer perceber
o quanto somos pequenos diante da imensidão da vida, do mundo,
que antes de qualquer um sonhar em existir já tava por aí
aprontando das suas.
Natal.
Uma data pré-fabricada por motivos sórdidos mas que conseguiu, ao longo
dos tempos, se render a motivos mais sórdidos ainda.
Pessoas se reúnem num clima de pseudo-harmonia, para trocarem pseudo-simpatias
tentando fazer delas pseudo-soluções para seus reais problemas.
É Natal, e o que você fez? O que eu fiz? O que nós fizemos?
Gastamos muito dinheiro para termos a melhor roupa, a melhor decoração,
as melhores comidas na mesa, para darmos os melhores presentes, como se
qualquer coisa parecida com isso nos redimisse de todo o lodo acumulado ao longo
desse ano.
E funciona, depois dessa pseudo-expiação, nos sentimos novinhos em folha
para comerçarmos tudo de novo no ano que vem.
Então,
É Natal, mas... e?
Um comentário:
- Adorei as pseudo-explicações... e todos os seus detalhes... Mas, ainda assim é Natal... e mesmo que o sentido do Natal tenha sido manipulado ou desvirtuado... a de se considerar a essência do Natal... ainda q falseadas energias positivas possam existir, há também as puras e verdadeiras... q sendo raras ou em quantitativo considerável devem ser valorizados...
- Aproveito aqui para deixar o meu abraço!! Mona...
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