Para Mona.
Pra mim??
Que lindo, não precisava,
obrigada.
E vc, o que tem pra mim?
Nada?
Ah, tá. Tudo bem.
Não precisa se desculpar,que é isso?
Perguntei por perguntar.
Até pq já estou acostumada...
Quanto a vc:
Sinto-me lisonjeada!!!!
Esse é o meu espaço. O meu cantinho, o meu lugar. Aqui eu descanso, reflito, recebo visitas... me encontro ou na maioria das vezes me desencontro comigo... Quem quiser me desencontrar, esteja à vontade.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
A melhor produção...

Semestre seguinte.
Disciplina: História da Arte Brasileira
Um pouco mais situada, o desafio era escrever
sobre um artista que eu não conhecesse.
Depois de uma pesquisa intensa e uma paixão adquirida,
concebi o que considero até hoje a minha melhor produção.
Espero que gostem...
O QUE DETERMINA A ARTE: O OLHAR DE QUEM VÊ OU A INTENÇÃO DE QUEM FAZ?
Arthur Bispo do Rosário, esquizofrênico-paranóide, como foi diagnosticado em sua estadia na Colônia Juliano Moreira, lugar onde passou aproximadamente 50 dos seus 80 anos de vida, é hoje considerado um dos maiores expoentes da arte nacional, tendo representado o Brasil em diversas exposições importantes e até mesmo na Bienal de Veneza, um dos maiores eventos da arte mundial.
Mas, aquilo que hoje é considerado arte contemporânea, por vezes comparada à obra de vanguardistas como Duchamp, foi nas palavras do próprio autor, uma missão de vida.
Aproximadamente aos 30 anos, Bispo, que nesse momento trabalhava como caseiro na residência da tradicional família carioca dos Leone, teve uma visão onde sete anjos o incumbiam de recriar o mundo para a vinda do Seu Senhor, e isto consistia em dar nova forma a objetos do cotidiano.
A partir de objetos comuns, Bispo criou uma variedade de objetos extraordinários. Latas, garrafas, colares, ferramentas se transformaram nas vitrines que hoje são classificadas como assemblages. Com a linha azul desfiada do uniforme da Colônia revestiu objetos dando um novo significado, bordou estandartes e faixas de misses pelas quais nutria uma veneração, chegando a acreditar que a extinção desse tipo de concurso era um presságio dos fins dos tempos. Preparou também com afinco um manto, que usaria no dia em que fosse se apresentar ao Seu Senhor, onde no avesso bordou o nome de todos aqueles que passaram pela sua vida e que ele considerou digno de ascender aos céus junto a ele.
De sua família pouco ou nada falou. Adotou a Virgem Maria como sua mãe e por vezes assumiu ele mesmo o papel de Jesus Cristo.
Durante toda a sua vida, Bispo protegeu a sua obra do que seria a falta de reconhecimento dos homens indignos. Fazendo do seu quarto na Colônia um ateliê improvisado, exigia a resposta correta quanto à cor de sua áurea a quem se candidatava a adentrar seu santuário e poucos foram os que obtiveram esse privilégio com Bispo em vida.
Bispo jamais dissociou a sua vida da sua obra, produziu com afinco, fazendo disso uma ação de sua rotina, ou como ele mesmo insistia em repetir, sendo essa a sua missão. Em muitos momentos a obra de Bispo lembra os movimentos de vanguarda que eclodiam pelo mundo, mas em nenhum momento eles o foram apresentados. A disposição de uma jante de bicicleta em cima de um pedestal é impossível de não ser comparada à “A Roda” de Duchamp, porém entre os tratamentos da Colônia, não estavam incluídas aulas sobre arte contemporânea.
O que mais espanta na obra de Bispo é que em nenhum momento ela foge da realidade como era de se esperar para alguém com a grave lesão psicológica diagnosticada, muito pelo contrário, ela grita o tempo todo os acontecimentos do mundo da época em que viveu. Em muitos momentos é possível perceber protestos contra suas indignações, características típicas da arte contemporânea.
Então como explicar que aquilo que poderia não passar de excentricidades de um louco é hoje considerada arte contemporânea? O contrário também não poderia acontecer, de um artista contemporâneo, que assim se entende, ter a sua obra interpretada como loucura? Pode-se dizer que a arte se determina por se só? Que ela mesma se faz reconhecer quando é ou se nega a ser quando não acha conveniente?
Almandrade, importante artista baiano e crítico de arte, diz que: “Estamos vivendo um momento em que qualquer experiência cultural, religiosa, sociológica, psicológica, etc., é incorporada ao campo da arte pelo reconhecimento de um curador ou de um outro profissional que detém algum poder sobre cultura, (tudo que não se sabe direito o que é, é arte contemporânea).” (ALMADRADE, 2009).
Vive-se num momento onde é conveniente determinar arte aquilo que é comercial, aquilo que tem potencial de movimentar o mercado de arte. Nesse momento a obra de Bispo surge como uma comunicação válida, como a arte que é entendida sem precisar ser explicada.
Do mesmo modo que nas sociedades indígenas onde aquilo que classificamos como arte é apenas mais uma função do dia a dia, para Bispo a sua obra estava associada ao dever, ao ter que fazer.
Se entendermos a arte como uma atividade humana de valores estéticos que sintetiza as suas emoções, sua história e seus sentimentos, podemos aceitar que a partir do momento que Bispo produz e consegue-se entender algo sobre ele próprio em sua obra, a arte acontece ainda que sem a intenção do seu realizador.
BIBLIOGRAFIA
BURROWES, Patrícia. O Universo segundo Arthur Bispo do Rosário. Rio de Janeiro: Editora FGV, 1999.
HIDALGO, Luciana. O Senhor do Labirinto. São Paulo: Editora Rocco, 1996.
Minha primeira produção...

Pense,
Primeiro semestre na Faculdade
Curso: Museologia
Disciplina: História da arte I
Tipo de texto: Artigo.
Nunca tinha passado por nada disso,
então tentei.
Escrevi, apaguei, não era bem isso,
pedi socorro, consegui um help
e enfim, a obra final:
A Figura Feminina na Arte Funerária:
Etrúria de ontem, Brasil de hoje.
Mona Ribeiro Santos
Estudante de Museologia
Resumo:
Constitui objeto desta investigação a representação feminina nos monumentos funerários fazendo-se um recorte entre duas obras: uma datada de 150-120 a.C. proveniente do povo etrusco e outra fabricada mo séc. XIX que se encontra atualmente no cemitério do Campo Santo, em Salvador – Ba. Com o objetivo de perceber de que maneira essas duas sociedade apreenderam o papel da mulher na representação mortuária.
Palavras – Chave: Feminino. Mausoléus. Identidade.
Abstract:
It object of this investigation the representation of women in making funeral monuments is a cut between two works: one dating from 150-120 BC from the Etruscan people and other manufactured mo century. XIX which is currently in the Campo Santo cemetery in Salvador - Ba. Aiming to understand in what way these two society seized the role of women representation in death.
Key-words: Women. Mausoleums. Identity.
Todas as sociedades de que se tem registro realizaram algum tipo de cerimônia dedicada àqueles que partiram dessa vida. As manifestações funerárias ocorreram e ainda ocorrem das maneiras mais diversas, mas pode-se perceber na maioria dos casos uma relação entre religião e prática mortuária.
Em muitas sociedades a religião toma para si a árdua tarefa de explicar e dar conforto em relação à morte e para tal se utiliza de inúmeras táticas. Os rituais são dos mais variados, mas a maioria dos casos se utiliza de atividades artísticas: dança, dramatização e principalmente as artes plásticas.
Práticas funerárias quase sempre são acompanhadas de representações pictóricas. Desenhos, esculturas são utilizados quer seja para representar algo que caracterizou o morto em vida ou até mesmo algo que simbolize o desejo dos vivos para a partida daquela pessoa.
Nenhuma outra civilização ficou tão famosa por uma prática funerária quanto a egípcia, que mumificava seus mortos por acreditar que as almas precisariam de um corpo na sua vida após a morte e depositavam dentro do corpo escritos sagrados a fim de que esse morto estivesse devidamente protegido quando chegasse no outro mundo.
Entre os povos etruscos, onde se tinha uma crença de que os mortos poderiam voltar para amedrontar os vivos, era comum ornar os túmulos com figuras alegres em poses que indicam movimentos de dança (ANEXO -A), para que a vida após a morte fosse divertida a ponto de que o morto não sentisse vontade de voltar para amedrontar os vivos.
Nas sociedades cristãs é comum se ver imagens de santos católicos bem como representações de cenas da vida, paixão e morte de Jesus Cristo, que quase sempre têm como desejo a proteção do ente que se vai.
Na sociedade moderna, o surgimento dos cemitérios possibilitou a existência das Cidades dos Mortos. Locais destinados especificamente à memória daqueles que morreram.
Segundo Lenice Barbosa, mestranda em Cultura Visual pela Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiânia:
O cemitério é o último endereço do homem, sem ele sua memória se perderia. As lembranças de sua pessoa, importância ou relevância social não sobreviveria por muito tempo. As experiências estéticas de tempo, mitos, crenças, medos e devoção situados historicamente se manifestam através das ornamentações espaciais e artísticas. Como forma de relato social e estético, que tem muito a dizer sobre a cultura de seus habitantes.
Através das representações funerárias é possível entender muita coisa sobre sociedades de determinada época e local. Tomando por exemplo os etruscos, nada saberíamos deles não fosse os seus túmulos que, não se sabe por que, não foram molestados pelos romanos, povo que os sucederam no espaço físico, permanecendo intactos até a atualidade. Da mesma forma, os modos de vida de épocas anteriores à nossa, ainda que contados nos livros de história, podem ser exemplificados, dentre outros modos, através das representações tumulares.
Entre os muitos ícones requeridos para ilustrar a arte funerária, daremos ênfase à figura do feminino.
Faz-se interessante observar o tratamento dispensado à imagem do feminino na arte e imaginário da cultura ocidental. Mais ainda, ao que se refere às figuras utilizadas como símbolos nos sepulcros dos cemitérios. O cemitério que tomamos por base guarda em seu interior um número considerável de conjuntos escultóricos, sendo uma grande parte dedicada à figura do feminino.
Porém, tem-se consciência que para analisar as especificidades de cada uma das imagens e seus significados exigir-se-ia um pouco mais de tempo e pesquisa, este texto limitará em tecer considerações sobre as diferença e semelhanças entre duas obras funerárias de representações do feminino. Uma datada de 150-120 a.C. proveniente do povo etrusco e outra que se encontra atualmente no cemitério do Campo Santo.
Os etruscos foram um povo que viveu numa região da Península Itálica onde atualmente se encontra a Toscana. Sabe-se muito pouco dessa civilização, o lugar de onde vieram ainda é uma incógnita, ainda mais pelo fato de seus registros escritos e legados artísticos se parecerem muito pouco com quaisquer outros da mesma época e de regiões próximas. Entre algumas características que o diferenciavam de seus contemporâneos está o tratamento conferido às mulheres. Para as demais sociedades antigas, os etruscos não eram vistos com bons olhos, isso porque suas mulheres não viviam enclausuradas, podiam freqüentar as reuniões sociais e até trocar carinhos com o seu marido em público. Muito diferente de sociedades desse mesmo período como Grécia e Roma. Essa liberdade feminina refletia-se também na arte, na forma como essas eram representadas. Geralmente estavam em situações de festa, até mesmo quando retratadas em túmulos.
Esse sarcófago etrusco (ANEXO -B), trabalhado em terracota (material de preferência nas esculturas desse povo), mostra a cena de uma mulher jacente, reclinada sobre o túmulo. O olhar lânguido, a posição suave e o objeto que ela segura de forma displicentemente na mão sugerem uma mulher despreocupada, tranqüila. As jóias e as vestes nos remetem a uma mulher rica. Essa retratação só poderia mesmo ser feita numa sociedade onde a mulher recebia um tratamento próximo da igualdade com os homens. Num lugar onde a mulher tivesse a liberdade de demonstrar opiniões e se portar de forma um tanto quanto independente. Representar uma mulher assim em um túmulo dá a idéia de uma sociedade além do seu tempo, moderna para os costumes da época e da região.
Por outro lado veremos uma obra de uma época e local onde às mulheres era reservado o trabalho doméstico e o recolhimento (ANEXO –C). Nessa obra observa-se uma mulher prostrada, desolada diante do túmulo. Datada de 1903, de autor desconhecido, essa obra demonstra uma mulher de uma sociedade repressora quanto ao feminino, onde lhe era permitida somente a expressão dos sentimentos em momentos de dor, como a morte de um parente muito próximo. E mesmo assim deveria ser de forma comedida. Para essa questão Lenice Barbosa ainda acrescenta:
A mulher dentro desse contexto é representada como mãe exemplar, vigilante e piedosa. E se me permite acrescentar, como personagem sujeitada aos conceitos cristão-burgueses que relegava a mulher a missão de esposa, mãe e filha dedicadas e obedientes.
No século XVIII, a mulher no Brasil era símbolo da vida doméstica. Criada para ser boa mãe e mulher, contida em seus direitos sociais, voltava-se para a religião, a família e as emoções veladas, e determinada a coroar as conquistas masculinas. Porém, ao elencar a escultura tumular, contabiliza-se um grande número de peças, nas quais o “segundo sexo” é tratado com dignidade e admiração. A ela era reservado o dever de cuidar da casa e dos filhos e devotar ao marido obediência e temor. Era reprimida até no que se diz respeito à expressão de sentimentos, sendo permitido apenas a expressão do sofrimento em momentos de dor. Por isso nesse período a utilização da figura feminina sobre ataúdes era a tradução do sofrimento que a morte faz abater sobre a família.
Segundo Ana Maria Rahme:
A escultura tumular é, especialmente, idealizada para glorificar os ideais perseguidos pelo morto, justificando o caráter nítido de impressionar o fruidor, pela força plástica e pelos temas pungentes. Intérprete de emoções tão significativas, essas manifestações artísticas incorporam o significado de um rito de passagem, como prática social difundida entre os mais diferentes povos de cultura oriental ou ocidental, contribuem, portanto, para a construção de uma história de longa duração.
A história da mulher vem sendo escrita ao longo do tempo. E as representações artísticas dela, que se multiplicam cada vez mais, só auxiliam esse processo. Quer seja numa sociedade primitiva que a valorizava ou numa sociedade moderna que a enclausurou, a mulher sempre foi fonte de inspiração para diversos artistas e na arte funerária não poderia ser diferente. Independente do significado, do sentido, quer seja na argila ou no mármore, o retrato da figura feminina ultrapassa os limites da vida e chega a eternizar-se na arte dedicada à morte.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BARBOSA, Lenice. Imagens, Mito -Representatividades Femininas no Cemitério Santana (Goiânia). Goiânia: UFG.
JANSON, H. W. Iniciação à História da Arte. 2 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
LEXIKON, Herder. Dicionário de Símbolos. São Paulo: Cultrix, 1990.
RAHME, Anna Maria. Imagens femininas em memória à vida: a escultura nos
cemitérios de Consolação, Araçá e São Paulo, de 1900 a 1950. São Paulo: FAUUSP, 2000
SANTOS, Jaqueline F. dos. Arte e Morte: eternizando a vida através da arte. Salvador: UFBA, 2007. Ensaio junto ao curso de Artes Plásticas na disciplina de História da Arte I.
SANTOS, Leila. Arte Sepulcral antiga e contemporânea: seus símbolos e crenças, com enfoque no cemitério do Campo Santo. Salvador: UFBA, 2007. Ensaio junto ao curso de Biblioteconomia na disciplina de História da Arte I.
STACCIOLI, Romolo A. Como reconhecer Arte Etrusca. São Paulo: Martins Fontes, 1978.
VIEIRA, Eveline J. de A. Túmulos: morada para a eternidade. Salvador: UFBA, 2007. Ensaio junto ao curso de Museologia na disciplina de História da Arte I.
REFERÊNCIAS ELETRÔNICAS
http://members.fortunecity.com/mpdutra/Italia/etruscos.htm
http://pre-vestibular.arteblog.com.br/43589/ETRUSCOS-uma-cultura-singular/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_etrusca
http://www.suapesquisa.com/egito/mumias_do_egito.htm
E quem disse que eu não faço nada...
Eu produzo sim,
produzo muito pouco,
produzo de pouco muito.
Faço, apago, refaço, modifico,
sai alguma coisa, não era bem isso.
Talvez fosse aquilo...
Enfim, não sou só isso,
tem o acolá, o oxalá.
Hahahaha!!!
Em breve minha produção
produzo muito pouco,
produzo de pouco muito.
Faço, apago, refaço, modifico,
sai alguma coisa, não era bem isso.
Talvez fosse aquilo...
Enfim, não sou só isso,
tem o acolá, o oxalá.
Hahahaha!!!
Em breve minha produção
Seja Bem vinda Mona!!
Me sentir sozinha, sem chão, sem rumo é praxe.
Achar que não tenho pra onde voltar, de onde ir,
como ficar, sem ter que partir, é rotina.
Aqui não, aqui sou só eu.
Daqui eu vou, pra'qui eu volto,
aqui eu fico.
Ir e voltar aqui é indiferente,
ser ou não ser não é nenhuma questão.
É tão BOM não ter com o que me preocupar...
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