Admito que já nem lembrava da sua existência.
Ando me perdendo tanto em meio aos não-caminhos que sequer guardei em mim o fato de ter um lugar pra voltar.
Inclusive essa foi a lamentação-padrão da semana (sim, ainda depois de tanto tempo, nisso pouca coisa mudou. Lamento informar mais ainda vivo por lamentar): sinto que não tenho para onde voltar.
Óbvio que em tanto tempo muita coisa aconteceu. Muita mesmo. Sensação de vida de cabeça para baixo, como já senti várias vezes, mas dessa vez em níveis estratosféricos. Mas não é sobre isso que quero falar. Aliás, sequer sei se quero falar sobre algo.
Em meio a tantas manutenções, houveram sim algumas mudanças. Uma delas, orgulho-me em dizer: descobri, finalmente, o valor do silêncio. Ainda é um grande desafio fazer uso dele, mas ainda sim o desejo. O busco. O tento.
Me permito manter o silêncio. Aqui.
Não prometo nada, mas sinto que devo retornar em breve. Parece que coisas ainda irão acontecer e irei gostar de ter pra quem contar.
Por enquanto só queria mesmo registrar o que me trouxe de volta. Ler alguém me fez sentir vontade de ser lida. Mas voltar aqui me fez pensar melhor sobre se realmente estou pronta para desencontrar alguém. Ainda não sei. Se descobrir que sim, provavelmente lerão aqui que tive medo, mas cedi. Algo deve significar.
Agora preciso ir, o Amanhã sempre há de ser mais urgente.