Hoje eu aprendi que profissionais não choram.
Aprendi que bons profissionais são aqueles que conseguem separar
completamente as dimensões do profissional e do pessoal;
descobri que o choro de um profissional é chilique.
Sim, chilique.
Aprendi que ser líder é saber mandar e, a todo custo, garantir que te obedeçam.
Jamais permitir que uma sombra de questionamento paire sobre uma ordem.
Não, isso pode colocar em cheque a sua autoridade.
E, se por um só minuto, se sentir ameaçado: CORTEM-LHE A CABEÇA.
É mais seguro.
Dialogar? Não, isso é moderninho demais. O que sempre funcionou foi a demagogia.
Vamos proferir todo o discurso politicamente correto, mas na prática, vamos apenas
reproduzir as atitudes daquele carrasco que criticamos outrora.
Afinal, se um dia fomos oprimidos, que custa oprimir um pouquinho agora?
É bom que todos passem por isso. Pra aprender.
É bom que todos passem por isso. Pra aprender.
Hoje eu também aprendi que nem toda nudez será castigada. Só a da alma.
A do corpo é tendência, tá na moda.
Dá até uma boa pesquisa, um bom artigo, uma dissertação quem sabe?
Lidar com os polêmicos mamilos é desconfortável, admite-se, mas ao menos não são
as vergonhosas lágrimas de quem ousa ser tão franco e sincero que, por vezes, transborda.
E em qualquer lugar. Onde já se viu? Isso não. É anti-profissional demais.
Aprender tudo isso machucou.
É como diz aquele ditado: a verdade dói.
Sim, dói. Machuca. Arranca um pedaço. Faz parecer que sempre é assim.
Coloca tudo em perspectiva e nos apresenta aquele mundo que vez ou outra tentamos negar que exista.
Mas da dor sempre vem a força. Das perspectivas, as certezas.
Sim, hoje eu aprendi que se ser profissional (ainda mais da área de Educação) é negar o humano, é ser pequeno, é se deliciar com o micro poder de decidir a vida do outro e usar isso da forma mais cruel possível, então eu não sou profissional e nem quero ser.
Mas, como sempre, eu agradeço.
Agradeço porque hoje eu aprendi um pouco de tudo aquilo que eu jamais quero me tornar.
Fica a lição.