Algum desses dias, que já nem me lembro qual, tirei no baralho, como carta do dia, a carta 06. As Nuvens.
Essa carta fala de confusão, visão turva, quando as coisas não estão muito claras e demandam cautela.
Esse é o meu espaço. O meu cantinho, o meu lugar. Aqui eu descanso, reflito, recebo visitas... me encontro ou na maioria das vezes me desencontro comigo... Quem quiser me desencontrar, esteja à vontade.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2020
Aqui e agora
Janeiro de 2020.
Lendo as postagens anteriores, percebo que faz coisa de um ano que não escrevo aqui.
Mesmo depois de várias auto promessas de constância, mesmo acreditando piamente várias vezes que esse refúgio será utilizado, volta e meia eu sumo.
Mas 2019 foi um ano tão... tão... tão nem sei dizer, que me cobrar, pelo que quer que seja, não tá na ordem do dia.
Se eu lamentei o massacre que foi o janeiro de 2019, não sei nem se quero me recordar do que foi o resto do ano, em especial novembro. Rolo compressor. Sinto que não sobrou pedra sobre pedra do castelo de ilusões em que eu parecia viver.
Não narrarei aqui os fatos, não mais uma vez. Não saberia nem dizer quantas vezes já os repeti. Bela, Hilda, Leane, Juliana, Laura, Julia... amigas e terapeutas. Me escutaram, me aconselharam, me ajudaram a ver de uma outra forma, a acreditar que eu não estava exagerando, ficando doida, vendo coisa onde não tinha. Sim, já tive meu quinhão de repetir, repetir, repetir... agora quero seguir em frente. Esquecer? Jamais. Mas lidar com as reverberações, sem ficar estagnada no momento em que os fatos aconteceram.
Talvez eu queira falar um pouco das sensações. Do que eu senti e ainda sinto sobre tudo o que aconteceu. A forma como as coisas desmoronaram doeu, doeu e ainda dói. Mas ouso olhar pro que houve de bom. Porque sim, enxergo coisas boas vindas do caos e da crise.
Com certeza eu já não sou mais a mesma pessoa que escreveu aqui há um ano atrás. Sim, eu nunca sou a mesma pessoa que volta. E dessa vez não foi diferente. Mudei. Mudei muito. As coisas mudaram. O mundo mudou.
Mas sinto que teve uma mudança diferente. Mais mudada que as outras, sabe?
Se o meu fascínio pelos astros existia, agora ele se instalou de vez. Se eu gostava de escrever, agora sinto uma necessidade vital disso. Se eu tinha pretensões em me conhecer, agora parece que só vivo pra isso.
Tem também as mudanças que não tenho gostado tanto. Aquela inércia que parecia ter me deixado, agora se instalou de uma forma que não consigo entender. Onde está a minha determinação capricorniana? E a minha energia ariana? Parece que que fiquei estagnada nos devaneios psicianos, vivendo num universo paralelo onde as coisas só acontecem dentro da minha cabeça. O corpo não acompanha.
Não faço ideia de quais coisas acontecerão ou como os fatos se desdobrarão, mas o fato é que houve uma mudança, uma mudança real que sequer consigo explicar.
Não farei promessas de continuar escrevendo, nem me cobrarei de nada, mas sinto que a mudança vai mudar muita coisa, inclusive por aqui.
Lendo as postagens anteriores, percebo que faz coisa de um ano que não escrevo aqui.
Mesmo depois de várias auto promessas de constância, mesmo acreditando piamente várias vezes que esse refúgio será utilizado, volta e meia eu sumo.
Mas 2019 foi um ano tão... tão... tão nem sei dizer, que me cobrar, pelo que quer que seja, não tá na ordem do dia.
Se eu lamentei o massacre que foi o janeiro de 2019, não sei nem se quero me recordar do que foi o resto do ano, em especial novembro. Rolo compressor. Sinto que não sobrou pedra sobre pedra do castelo de ilusões em que eu parecia viver.
Não narrarei aqui os fatos, não mais uma vez. Não saberia nem dizer quantas vezes já os repeti. Bela, Hilda, Leane, Juliana, Laura, Julia... amigas e terapeutas. Me escutaram, me aconselharam, me ajudaram a ver de uma outra forma, a acreditar que eu não estava exagerando, ficando doida, vendo coisa onde não tinha. Sim, já tive meu quinhão de repetir, repetir, repetir... agora quero seguir em frente. Esquecer? Jamais. Mas lidar com as reverberações, sem ficar estagnada no momento em que os fatos aconteceram.
Talvez eu queira falar um pouco das sensações. Do que eu senti e ainda sinto sobre tudo o que aconteceu. A forma como as coisas desmoronaram doeu, doeu e ainda dói. Mas ouso olhar pro que houve de bom. Porque sim, enxergo coisas boas vindas do caos e da crise.
Com certeza eu já não sou mais a mesma pessoa que escreveu aqui há um ano atrás. Sim, eu nunca sou a mesma pessoa que volta. E dessa vez não foi diferente. Mudei. Mudei muito. As coisas mudaram. O mundo mudou.
Mas sinto que teve uma mudança diferente. Mais mudada que as outras, sabe?
Se o meu fascínio pelos astros existia, agora ele se instalou de vez. Se eu gostava de escrever, agora sinto uma necessidade vital disso. Se eu tinha pretensões em me conhecer, agora parece que só vivo pra isso.
Tem também as mudanças que não tenho gostado tanto. Aquela inércia que parecia ter me deixado, agora se instalou de uma forma que não consigo entender. Onde está a minha determinação capricorniana? E a minha energia ariana? Parece que que fiquei estagnada nos devaneios psicianos, vivendo num universo paralelo onde as coisas só acontecem dentro da minha cabeça. O corpo não acompanha.
Não faço ideia de quais coisas acontecerão ou como os fatos se desdobrarão, mas o fato é que houve uma mudança, uma mudança real que sequer consigo explicar.
Não farei promessas de continuar escrevendo, nem me cobrarei de nada, mas sinto que a mudança vai mudar muita coisa, inclusive por aqui.
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