quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Desafio. 3, 2,1... valendo!

Depois de aqui voltar e pôr à tona todos os rascunhos que aqui estavam, eis que agora retorno e com vontade de não mais me afastar.

Faltam minutos para a meia noite da madrugada que divide os dias 29 e 30 de novembro de 2018.

Hoje, ainda dia 29, foi/está sendo um dia especial, apesar de nada muito significativo ter acontecido em termos práticos. Ir à Lisboa num ônibus com aproximadamente quarenta crianças cheias de açúcar, numa viagem de seis horas,  com direito a duas de puro engarrafamento, não é algo digno de muita lembrança, mas, faltando um minuto para o dia acabar, consigo cumprir um compromisso que estabeleci comigo nesse mesmo dia: escrever, colocar no papel (nesse caso, na tela) o que me vier à cabeça, ou melhor, ao coração.

Ouvir, durante essa longa e louca viagem, o áudio da consulta com Júlia me fez repensar algumas coisas e não pensar em outras.

Zero hora: outro dia nasce, novinho em folha, com todas as suas possibilidades.

Não quero perder mais nenhum dia, não quero postergar mais nada esperando o momento ideal.

A sacerdotisa sou eu, o templo é o mundo e o sentido é a minha existência.

Claro que há um monte de pormenores e questões a serem resolvidas, vistas, vividas, mas não quero ficar esperando um momento, um estado, um propósito.
Idealizar é comigo mesmo, querer o perfeito, o certo, o coerente... não que eu precise me afastar disso tudo mas preciso também deixar as coisas fluírem. Perder o controle. Conduzir sem controlar. Exercício necessário. Em tudo na vida. Sobretudo para mim: que acredita piamente que é capaz de controlar tudo.

Escrever: é o desafio. Não publicar: o restante dele. Não quero escrever para esperar o comentário e/ou a aprovação de ninguém. Até porque, deixar de ter o outro como ideal é outro exercício que me proponho.

Aprender a me amar, a gostar de mim, de quem eu sou.

Apesar de ser vista como A Força, esse ser inabalável que suporta tudo de si e do mundo, preciso aprender a me enxergar com alguém que vale a pena. Como alguém adequado, que tem espaço, que tem lugar. A vulnerabilidade veio com força e não sei o que fazer com ela.

Já não caibo mais no papel da pedra mas também não sei o que fazer quando viro água.

Enfim, nesse retorno é natural que as coisas ainda estejam confusas e embaçadas... mas dessa vez hei de conseguir manter o hábito, estabelecer uma rotina (ou não) para sempre encaixar a leitura e a escrita, pois sei o quanto isso me faz bem e estou vendo o quanto não ando bem.

O desafio agora é ficar.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Rascunhos de não me lembro quando IX


"Um amigo me chamou pra resolver um problema dele,
guardei todos os meus no bolso e fui."

Tenho sérios problemas com pessoas que se definem demais: "Eu sou sincera!!" "Comigo é assim..." "Sou muito verdadeira!!" "Gosto disso, não gosto daquilo..."

Acho que quando buscamos palavras pra nos definir acabamos por nos limitar. Entendo ser muito mais fácil pensar e agir, deixando a cargo das pessoas perceberem quem nós somos, sem necessariamente termos que relatar todas as vezes que nos deparamos com alguém. Entretanto dessa vez, abrirei uma exceção, não pra me definir, mas talvez para explicitar algumas reflexões acerca de mim mesma.

Gosto de ajudar. Sou alguém que sente real prazer em fazer parte da vida de quem eu gosto. Não espero que me peçam ajuda, sou do tipo que se oferece mesmo. "Precisa de ajuda?" "Quer que eu faça?" "Quer que eu vá com você?" "Tem certeza?" "Claro que posso!" "Faço questão".

E sempre pergunto, procuro saber. "Já resolveu aquilo?" "Como vai seu pai, sua mãe, seu vizinho, seu cachoro, gato  papagaio?" "Tá precisando de alguma coisa?"

Claro que bem certo é fazer pelos outros sem esperar que façam o mesmo em troca, fazer o bem sem olhar a quem, não achar que é porque vc fez algo que alguém te deve algum tipo de favor e mais aquele sem fim de frases de efeito moral que ouvimos o tempo todo. Uma vez até ouvi algo interessante: a vida é um ciclo, se vc faz algo de bom pra alguém aqui, encontrará alguém que faça algo bom por você acolá. (naõ necessariamente com essas palavras mas a essência era mais ou menos essa)

Lembranças de um dia bão!! (Rascunho de não me lembro quando VIII)

Sempre gostei de festejar aniversários.

Sei lá o porquê, só sei que conto ansiosamente os dias para a chegada daquele que, por mais que marque o nascimento de meio mundo de gente, considero como MEU dia.

Mesmo sabendo que pouco lembrarão (benditas redes sociais que nos ultimos anos ao menos virtualmente melhoraram essa realidade), que presentes serão raríssimo (todo mundo endividado com as festas de fim de ano), que muitos até lembrarão e poderiam me presentear mas estão viajando. Mesmo sabendo de tudo isso, gosto.

Nem todo ano as expectativas são correspondidas e as vezes até

Vamos celebrar a estupidez humana!! (Rascunho de não me lembro quando VII)

Hoje me deu vontade de escrever.

Na verdade, como sempre foi intenção desse espaço,
decidi escrever por que as coisas dentro de mim não estão muito bem.
Me sinto confusa, estranha, esquisita.
Tenho medo dos próximos dias e os últimos me assustam como sombras prontas a me tragar.

Mas após um breve tour pela Fanpage do Catraca Livre percebi que eles aderiram à campanha #souhomemdeverdade,  cujo mote principal são homens segurando uma plaquinha onde se encontra escrito: HOMEM DE VERDADE NÃO BATE EM MULHER!!
Imediatamente minha atenção se distanciou do interno e se voltou para o meu redor.

Até aí tudo bem, super concordo e apoio a campanha.
O que me surpreende até o presente momento (e duvido que o impacto seja menor nas próximas horas) é a ignorância de certos comentários. Como não consigo apreender algumas linhas pensamento, vou reproduzir alguns:

Rascunhos de não me lembro quando VI

Um novo ser é capaz de trazer outra energia, outra

Rascunhos de não me lembro quando V

Dia dos mortos.

Dia de morrer.

Dia de matar...

Mas seria tão fácil se assim fosse, se matassemos todos os

Rascunhos de não em lembro quando IV

Ao quarenta e cinco do segundo tempo, já preste a sucumbir


e literalmente morrer na praia, eis que surge um fôlego novo

Rascunhos de não me lembro quando III

Existe uma divisão básica entre post narrativo

e post reflexivo (talvez as definições não sejam bem essas).


Hoje eu eu estou bem reflexiva mas nao vou resistir em

trazer um post narrativíssimo.


Lembra do ex-

Rascunhos de não me lembro quando II

Se querem novidades...

tenho muitas, inúmeras.

Se são boas ainda não consegui definir.

Andava tão preocupada em sentir

Rascunhos de não me lembro quando I

Avaliação de Total I aparentemente mal sucedida, depois de um final de semana inteiro de abnegação em prol dos livros, definitivamente não há dia melhor para lamuriar.
Por que foram cair justos os textos que eu menos sabia??
Por que?

Velho Mundo...

Por acaso me deparei novamente com esse lugar. Mais de dois anos após a última vez que estive aqui.

Não resisti e reli todas as postagens desde o dia em que esse lugar nasceu. O ano era 2009, o motivo foi inveja e ciumes, a frequência era maior e a vontade de ser alguém admirável estava aqui. Hoje nada disso faz mais sentido. O ano é 2018, não tenho razões para ter ciúmes (embora ainda seja bastante invejosa), já não consigo escrever com frequência (nem mesmo aquilo que sou obrigada) e ser alguém admirável não é mais uma meta, já considero uma realidade impossível.

Nesse meio tempo muita coisa aconteceu e muita coisa mudou. Verdades deixaram de existir, sentimentos morreram para outros nascerem. Planos foram desfeitos, outros ganharam o lugar.

Há dois anos, na última postagem, eu morava em outra cidade. Havia dado vazão a um sentimento de mudança, mais, havia feito a mudança, estava buscando algo diferente. Quis ir pra outro lugar, viver sozinha, me virar. Acreditei que não seria difícil, que saberia praticar o desapego.

Pouco menos de um ano depois, descobri que aquela pessoa desapegada não existe, que amo o meu pedaço de chão. Na verdade, amo o meu lar e como não foi possível que eles estivessem comigo, quis voltar. Voltei.

Muitas coisas aconteceram nesse meio tempo também. Descobri que estava no meu retorno de Saturno. Que é normal a vida virar de ponta cabeça nesse período. Entrei para um Circulo de Mulheres. Me aprofundei no conhecimento do astral. Fui energeticamente à China. Me consagrei à Kwan Yin. Estudei o Tao. Plantei minha lua. Adquiri um baralho. Li a sorte. Sigo

Hoje escrevo do outro lado do Atlântico, me encontro no Velho Mundo, mais precisamente em Portugal, aquela terra que, dizem, nos pariu. Penso diferente. Sei diferente.

Incrível como o frio e a saudades são propícios à melancolia. Sentimentos que há tempos não tinha notícias, agora parece que estão a chegar. E o acaso me trouxe de volta aqui. Acontece que já não creio no acaso. Aprendi sobre a impecabilidade da vida, sobre sincronicidade. Estudo física e mecânica quântica. Pseudo-ciências. Sempre amei os pseudos.

Não acho que irei retornar aqui tão cedo, mas achei que hoje precisava.

Enquanto o google permitir o espaço segue sendo meu e sempre que o acaso providenciar farei uso dele.

Acontece que já não creio no acaso.