Faltam minutos para a meia noite da madrugada que divide os
dias 29 e 30 de novembro de 2018.
Hoje, ainda dia 29, foi/está sendo um dia especial, apesar de nada muito significativo ter acontecido em termos práticos. Ir à Lisboa num ônibus com aproximadamente quarenta crianças cheias de açúcar, numa viagem de seis horas, com direito a duas de puro engarrafamento, não é algo digno de muita lembrança, mas, faltando um minuto para o dia acabar, consigo cumprir um compromisso que estabeleci comigo nesse mesmo dia: escrever, colocar no papel (nesse caso, na tela) o que me vier à cabeça, ou melhor, ao coração.
Ouvir, durante essa longa e louca viagem, o áudio da consulta com Júlia me fez repensar algumas coisas e não pensar em outras.
Hoje, ainda dia 29, foi/está sendo um dia especial, apesar de nada muito significativo ter acontecido em termos práticos. Ir à Lisboa num ônibus com aproximadamente quarenta crianças cheias de açúcar, numa viagem de seis horas, com direito a duas de puro engarrafamento, não é algo digno de muita lembrança, mas, faltando um minuto para o dia acabar, consigo cumprir um compromisso que estabeleci comigo nesse mesmo dia: escrever, colocar no papel (nesse caso, na tela) o que me vier à cabeça, ou melhor, ao coração.
Ouvir, durante essa longa e louca viagem, o áudio da consulta com Júlia me fez repensar algumas coisas e não pensar em outras.
Zero hora: outro dia nasce, novinho em folha, com todas as
suas possibilidades.
Não quero perder mais nenhum dia, não quero postergar mais nada esperando o momento ideal.
A sacerdotisa sou eu, o templo é o mundo e o sentido é a minha existência.
Claro que há um monte de pormenores e questões a serem resolvidas, vistas, vividas, mas não quero ficar esperando um momento, um estado, um propósito.
Idealizar é comigo mesmo, querer o perfeito, o certo, o coerente... não que eu precise me afastar disso tudo mas preciso também deixar as coisas fluírem. Perder o controle. Conduzir sem controlar. Exercício necessário. Em tudo na vida. Sobretudo para mim: que acredita piamente que é capaz de controlar tudo.
Não quero perder mais nenhum dia, não quero postergar mais nada esperando o momento ideal.
A sacerdotisa sou eu, o templo é o mundo e o sentido é a minha existência.
Claro que há um monte de pormenores e questões a serem resolvidas, vistas, vividas, mas não quero ficar esperando um momento, um estado, um propósito.
Idealizar é comigo mesmo, querer o perfeito, o certo, o coerente... não que eu precise me afastar disso tudo mas preciso também deixar as coisas fluírem. Perder o controle. Conduzir sem controlar. Exercício necessário. Em tudo na vida. Sobretudo para mim: que acredita piamente que é capaz de controlar tudo.
Escrever: é o desafio. Não publicar: o restante dele. Não quero escrever para esperar o comentário e/ou a aprovação de ninguém. Até porque, deixar
de ter o outro como ideal é outro exercício que me proponho.
Aprender a me amar, a gostar de mim, de quem eu sou.
Apesar de ser vista como A Força, esse ser inabalável que
suporta tudo de si e do mundo, preciso aprender a me enxergar com alguém que
vale a pena. Como alguém adequado, que tem espaço, que tem lugar. A vulnerabilidade
veio com força e não sei o que fazer com ela.
Já não caibo mais no papel da pedra mas também não sei o que fazer quando viro água.
Já não caibo mais no papel da pedra mas também não sei o que fazer quando viro água.
Enfim, nesse retorno é natural que as coisas ainda estejam
confusas e embaçadas... mas dessa vez hei de conseguir manter o hábito, estabelecer
uma rotina (ou não) para sempre encaixar a leitura e a escrita, pois sei o
quanto isso me faz bem e estou vendo o quanto não ando bem.
O desafio agora é ficar.