quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Velho Mundo...

Por acaso me deparei novamente com esse lugar. Mais de dois anos após a última vez que estive aqui.

Não resisti e reli todas as postagens desde o dia em que esse lugar nasceu. O ano era 2009, o motivo foi inveja e ciumes, a frequência era maior e a vontade de ser alguém admirável estava aqui. Hoje nada disso faz mais sentido. O ano é 2018, não tenho razões para ter ciúmes (embora ainda seja bastante invejosa), já não consigo escrever com frequência (nem mesmo aquilo que sou obrigada) e ser alguém admirável não é mais uma meta, já considero uma realidade impossível.

Nesse meio tempo muita coisa aconteceu e muita coisa mudou. Verdades deixaram de existir, sentimentos morreram para outros nascerem. Planos foram desfeitos, outros ganharam o lugar.

Há dois anos, na última postagem, eu morava em outra cidade. Havia dado vazão a um sentimento de mudança, mais, havia feito a mudança, estava buscando algo diferente. Quis ir pra outro lugar, viver sozinha, me virar. Acreditei que não seria difícil, que saberia praticar o desapego.

Pouco menos de um ano depois, descobri que aquela pessoa desapegada não existe, que amo o meu pedaço de chão. Na verdade, amo o meu lar e como não foi possível que eles estivessem comigo, quis voltar. Voltei.

Muitas coisas aconteceram nesse meio tempo também. Descobri que estava no meu retorno de Saturno. Que é normal a vida virar de ponta cabeça nesse período. Entrei para um Circulo de Mulheres. Me aprofundei no conhecimento do astral. Fui energeticamente à China. Me consagrei à Kwan Yin. Estudei o Tao. Plantei minha lua. Adquiri um baralho. Li a sorte. Sigo

Hoje escrevo do outro lado do Atlântico, me encontro no Velho Mundo, mais precisamente em Portugal, aquela terra que, dizem, nos pariu. Penso diferente. Sei diferente.

Incrível como o frio e a saudades são propícios à melancolia. Sentimentos que há tempos não tinha notícias, agora parece que estão a chegar. E o acaso me trouxe de volta aqui. Acontece que já não creio no acaso. Aprendi sobre a impecabilidade da vida, sobre sincronicidade. Estudo física e mecânica quântica. Pseudo-ciências. Sempre amei os pseudos.

Não acho que irei retornar aqui tão cedo, mas achei que hoje precisava.

Enquanto o google permitir o espaço segue sendo meu e sempre que o acaso providenciar farei uso dele.

Acontece que já não creio no acaso.

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