domingo, 10 de fevereiro de 2019

Day Off

Depois de uma semana tensa e intensa tenho, finalmente, um dia de folga.

Quer dizer, um dia em que não preciso sair de casa, o que não necessariamente significa que poderei não fazer nada.

Mas é justamente aí que mora a questão. Eu não quero não fazer nada, muito pelo contrário, tem um sem fim de coisas que eu gostaria de fazer e outras tantas que preciso aproveitar o tempo "livre" pra pôr em dia.

Queria ficar um tempo de perna pro ar, queria estudar um pouco de I Ching, queria escrever com calma na minha Mandala Lunar, queria colocar minhas séries em dia, queria passar um tempo maior brincando com os gatos, queria dormir até pocar... mas, tenho que limpar o quarto, arrumar o guarda-roupas, lavar roupas, começar a escrever o artigo de Gestão Pública da Cultura, iniciar os conteúdos programáticos das disciplinas, apreciar o material enviado pela orientanda...

Sem falar no tempo que gostaria de passar com meu amor. Ultimamente estamos tão distantes. Essas correrias instaladas nas nossas vidas acabam nos levando pra caminhos um pouco diversos e nos dias de folga o ficar junto acaba se tornando uma demanda a mais.

Mas a verdade é que em um dia com 24 horas eu jamais conseguiria dar conta de qualquer uma das listas.
Jamais conseguiria fazer tudo o que quero e nem vou me iludir em dar conta de tudo que devo.

A real é que não sei lidar bem com dias de folga. O peso da rotina, as amarras dos cronogramas, por pior que sejam (e eu nem os acho tão ruins assim) acabam se tornando também uma dependência.

Depois de uma semana cheia de compromissos e horários a serem cumpridos milimetricamente, ter um dia em que eu decido o que fazer, da forma que eu achar melhor, acaba sendo mais um suplício do que uma regalia.

O que fazer com esse dia? Como viver dias assim?

Fica aqui meu questionamento.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Lá se foi o primeiro

Hoje, primeiro de fevereiro de dois mil e dezenove.
Oficialmente uma sobrevivente do primeiro mês do ano.

Esse janeiro foi tão intenso que pareço ter vivo um ano inteiro só nele. Acho que já é dois mil e vinte e ninguém percebeu.

Esse mês teve Revolução Solar como todo janeiro. Teve Mona se conhecendo sob a regência de mais uma volta ao sol. Dessa vez com Saturno completamente retornado. Dessa vez  de forma única, como toda a vez.

Esse mês teve fundo do poço. Típico também. Teve mergulho profundo em dores ancestrais que nem sabia que carregava. Mas, pra variar, teve também negação, choro e ranger de dentes. Sigo sabendo que, apesar de ser extremamente difícil, é vitalmente necessário encarar, de frente, essas sombras. É karma que fala, né?

Mas nesse mês também teve mais alguns passos na descoberta do poder revolucionário do feminino. Do ser e estar mulher. Tornar-se cada vez mais e a cada momento. Eu amo ser mulher. E amo saber que amo esse ser. Nem sempre foi assim. Mas agora é. E será. E é esse poder que me guia nos passos mais difíceis que preciso dar.

Esse mês também teve revolução material. Depois de tanto lamentar e chorar e me sentir péssima pelo não reconhecimento da minha carreira, parece que o Plutão em Capricórnio tá mostrando ao que veio. Não era bem o que eu esperava, mas parece que era exatamente o que eu queria e nem sabia.

A Docência Universitária é o tom do desafio que esse mês me trouxe. E que seguirá comigo por algum tempo.

Real, eu nem tinha ideia de que eu precisava tanto disso. E me chegou no dia em que fui ao fundo do poço, no dia em que tive de encarar a tal da sombra, no dia em que o poder feminino me salvou. Com um edital publicado no meu dia de nascida. Sincronicidade que fala, né?

Janeiro também trouxe o compromisso com a abundância, que nada mais tem sido do que um compromisso comigo mesma. De pensar diferente, olhar diferente, sentir diferente, me permitir experienciar diferente. De encarar a verdade de que tudo está em nós e nós estamos em tudo. Holisticamente. Sincronicamente. O desafio está somente em não desconectar. Somente, ela disse.

O primeiro mês vai embora cheio de demandas pro que fica. Lidar com a sombra do outro também tem sido um baita desafio. É tão mais fácil quando é o outro que lida com a nossa sombra, né? Quando as coisas saem exatamente do jeito que você planejou. Mas é isso né: vivemos o que precisamos, não necessariamente o que queremos.

Sigo aprendendo a aproveitar tudo o que eu merecer. E agradecer!

É isso. Janeiro veio como um trator derrubando tudo, mas embaixo dos escombros começam a nascer algumas flores que regarei com todo o cuidado nesse fevereiro que chega.

E fevereiro já chega chegando, né?

Odoyá!