Hoje, primeiro de fevereiro de dois mil e dezenove.
Oficialmente uma sobrevivente do primeiro mês do ano.
Esse janeiro foi tão intenso que pareço ter vivo um ano inteiro só nele. Acho que já é dois mil e vinte e ninguém percebeu.
Esse mês teve Revolução Solar como todo janeiro. Teve Mona se conhecendo sob a regência de mais uma volta ao sol. Dessa vez com Saturno completamente retornado. Dessa vez de forma única, como toda a vez.
Esse mês teve fundo do poço. Típico também. Teve mergulho profundo em dores ancestrais que nem sabia que carregava. Mas, pra variar, teve também negação, choro e ranger de dentes. Sigo sabendo que, apesar de ser extremamente difícil, é vitalmente necessário encarar, de frente, essas sombras. É karma que fala, né?
Mas nesse mês também teve mais alguns passos na descoberta do poder revolucionário do feminino. Do ser e estar mulher. Tornar-se cada vez mais e a cada momento. Eu amo ser mulher. E amo saber que amo esse ser. Nem sempre foi assim. Mas agora é. E será. E é esse poder que me guia nos passos mais difíceis que preciso dar.
Esse mês também teve revolução material. Depois de tanto lamentar e chorar e me sentir péssima pelo não reconhecimento da minha carreira, parece que o Plutão em Capricórnio tá mostrando ao que veio. Não era bem o que eu esperava, mas parece que era exatamente o que eu queria e nem sabia.
A Docência Universitária é o tom do desafio que esse mês me trouxe. E que seguirá comigo por algum tempo.
Real, eu nem tinha ideia de que eu precisava tanto disso. E me chegou no dia em que fui ao fundo do poço, no dia em que tive de encarar a tal da sombra, no dia em que o poder feminino me salvou. Com um edital publicado no meu dia de nascida. Sincronicidade que fala, né?
Janeiro também trouxe o compromisso com a abundância, que nada mais tem sido do que um compromisso comigo mesma. De pensar diferente, olhar diferente, sentir diferente, me permitir experienciar diferente. De encarar a verdade de que tudo está em nós e nós estamos em tudo. Holisticamente. Sincronicamente. O desafio está somente em não desconectar. Somente, ela disse.
O primeiro mês vai embora cheio de demandas pro que fica. Lidar com a sombra do outro também tem sido um baita desafio. É tão mais fácil quando é o outro que lida com a nossa sombra, né? Quando as coisas saem exatamente do jeito que você planejou. Mas é isso né: vivemos o que precisamos, não necessariamente o que queremos.
Sigo aprendendo a aproveitar tudo o que eu merecer. E agradecer!
É isso. Janeiro veio como um trator derrubando tudo, mas embaixo dos escombros começam a nascer algumas flores que regarei com todo o cuidado nesse fevereiro que chega.
E fevereiro já chega chegando, né?
Odoyá!
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