Volto a falar do Tempo, meu maior inimigo e mais fiel partidário.
Tudo na vida se resume a ele.
Aliás a vida é ele.
O que temos mais da vida, ou na vida, se o tirarmos? Se o perdermos?
Sim Maria Rita Khel, vc tem razão: Tempo NÃO é dinheiro. Tempo é vida!!
E nada melhor do que encarar a vida com beleza.
Bonito é quando a gente olha pra trás e percebe o quanto cresceu.
Sempre que se examina, a gente vê o quanto ainda está incompleto, mas quando se compara com o eu de tempos atrás, reconhece que muitas ideias, certezas, convicções, dúvidas, defeitos, até qualidades, ficaram para trás.
Não, o Tempo não passa, quem passa somos nós.
Quem vai, quem não fica, quem não suporta, quem se esvai, somos nós, reles mortais.
Ele fica.
Imóvel.
Impassível.
Nos observando passar por ele, e definhar, e desfalecer, enquanto ele permanece imutável, eterno.
Ainda tentamos controlá-lo.
Tsc, tsc.
Pobre pretensão.
Mas é ele tão modesto, tão abnegado, que finge.
Finge que é capaz de ser dominado.
Nos permite, supostamente, reparti-lo, usá-lo.
Contamos milênios, séculos, décadas, anos, meses, dias, horas, minutos, segundos, centésimos, milésimos... Acreditando que assim, contando, regrando cada partícula, o aproveitaremos melhor.
Quanta ingenuidade!!
Não Renato, não temos todo Tempo do Mundo, o Tempo do Mundo que tem a todos nós.
Esse é o meu espaço. O meu cantinho, o meu lugar. Aqui eu descanso, reflito, recebo visitas... me encontro ou na maioria das vezes me desencontro comigo... Quem quiser me desencontrar, esteja à vontade.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
MORTE!!
O ano está acabando e é chegado aquele clássico momento de fazer o balanço do ano que se finda e planejar o ano que se inicia.
Se eu pudesse resumir o meu ano de 2012 em uma só palavra, infelizmente, seria MORTE. Nunca em todos os meus parcos vinte e cinco (quase, quase vinte e seis) anos de existência fui obrigada a conviver tão de perto com ela. Talvez o que mais me choque é justamente o fato de que, a maior parte, não, TODAS as pessoas próximas de mim que tiveram suas vidas ceifadas nesse ano eram da minha faixa etária, pessoas que fizeram parte da minha infância, da minha adolescência e que eu, ingenuamente, acreditei que envelheceriam comigo.
Justo esse ano, em que tantas coisas bonitas aconteceram na minha vida. Tantas conquistas, realizações, momentos felizes, pessoas especiais. Tantas dores, tantas mortes, tragédias, lágrimas. Talvez seja isso, a vida me mostrando que nunca estaremos imersos em toda alegria nem em toda tristeza. Que não importa o tamanho da conquista, precisamos aprender a perder também. Não importa a intensidade da felicidade, precisamos aprender chorar também.
Enfim, não quero chegar a nenhuma conclusão ainda, quero apenas me manter com a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo. Quero apenas estar aberta pra aprender o que quer que, quem quer que seja, queira me ensinar. Não sei se ainda tenho muito que viver, mas se tem algo que já aprendi é que sim Renato, vc tinha razão: é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, por que se vc parar pra pensar, na verdade, NÃO HÁ! É fácil repetir isso no calor da canção, difícil é ter de aprender na dor, na pele.
Minha sincera homenagem, pensamento, oração a todos aqueles que fizeram sua passagem em 2012. Aos amigos próximos, aos que eu conheci um pouco, os que eu apenas sabia quem era e aqueles que eu nem soube. Que as vossas vidas não tenham sido (e com certeza não foram) em vão. Que todo aquele que em algum momento esteve com algum de vocês tenha ao menos uma única boa lembrança. Já terá valido a pena.
E peço, peço que nós, que ainda estamos por aqui, aprendamos a dar valor a cada momento que nos foi permitido permanecer e a cada pessoa com as quais nos foi permitido conviver, e que aprendamos, ainda que um tantinho, a suportar a dor de ter de ficar enquanto nossos tão queridos precisam ir antes de nós.
Enfim, é isso!
Se eu pudesse resumir o meu ano de 2012 em uma só palavra, infelizmente, seria MORTE. Nunca em todos os meus parcos vinte e cinco (quase, quase vinte e seis) anos de existência fui obrigada a conviver tão de perto com ela. Talvez o que mais me choque é justamente o fato de que, a maior parte, não, TODAS as pessoas próximas de mim que tiveram suas vidas ceifadas nesse ano eram da minha faixa etária, pessoas que fizeram parte da minha infância, da minha adolescência e que eu, ingenuamente, acreditei que envelheceriam comigo.
Justo esse ano, em que tantas coisas bonitas aconteceram na minha vida. Tantas conquistas, realizações, momentos felizes, pessoas especiais. Tantas dores, tantas mortes, tragédias, lágrimas. Talvez seja isso, a vida me mostrando que nunca estaremos imersos em toda alegria nem em toda tristeza. Que não importa o tamanho da conquista, precisamos aprender a perder também. Não importa a intensidade da felicidade, precisamos aprender chorar também.
Enfim, não quero chegar a nenhuma conclusão ainda, quero apenas me manter com a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo. Quero apenas estar aberta pra aprender o que quer que, quem quer que seja, queira me ensinar. Não sei se ainda tenho muito que viver, mas se tem algo que já aprendi é que sim Renato, vc tinha razão: é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, por que se vc parar pra pensar, na verdade, NÃO HÁ! É fácil repetir isso no calor da canção, difícil é ter de aprender na dor, na pele.
E peço, peço que nós, que ainda estamos por aqui, aprendamos a dar valor a cada momento que nos foi permitido permanecer e a cada pessoa com as quais nos foi permitido conviver, e que aprendamos, ainda que um tantinho, a suportar a dor de ter de ficar enquanto nossos tão queridos precisam ir antes de nós.
Enfim, é isso!
domingo, 3 de junho de 2012
Alice!
Hoje eu acordei com saudades de vc.É, de vc mesmo. Como queria mirar teus olhos, ver o teu sorriso, me divertir comalgo que tua voz me dissesse.Sempre é tão bom estar com vc,ouvir o que tens a me dizer,ou até mesmo estar em silêncio do seu lado.Aliás, faz um tempão que a gente não faz isso né?Ah, queria te contar que sonhei com vc.Era um sonho bonito.Triste, mas bonito.Como todos os nossos momentos, nem sempre são tristes, mas sempre bonitos.Ah, fui no cinema ontem.Filme bom, eu achei.Queria que vc estivesse lá, pra gente comentar depois.Era a sua casa, vc ia fala mal pra caramba.Enfim, só queria dizer isso mesmo.Por que dói a distancia, e me dói ainda mais saber que já não se sente tão perto.Quem sabe um dia ou quem sabe amanhã uma batatinha frita com ketchup no Mc Donald's da Graça.Te ligo!!
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Desencontros
Nunca o
nome desse blog soou tão propício.
DESENCONTROS.
Nada além disso tenho vivido
com esse espaço nos últimos tempos.
Lá se vão três meses desde o último encontro,
Lá se vão três meses desde o último encontro,
encontro este que aconteceu
também depois de um longo recesso.
Nesse meio tempo a minha vida já nem se parece com o que foi há algum tempo.
Nesse meio tempo a minha vida já nem se parece com o que foi há algum tempo.
Tenho uma nova casa, um novo emprego, um novo nome até.
Tenho uma companhia para toda a vida e uma filhinha.
Quantas novidades, quantas mudanças.
A cabeça anda ocupada com projetos novos, verdadeiros planos de carreira.
Agora tenho clara a impressão de que o
funesto ficou para trás, mesmo que vez ou outra ele teime em aparecer (vide dia
vinte e um de março).
Não creio que eu vá me ocupar de narrar minunciosamente aqui os acontecimentos marcantes desse período de reclusão bloguística.
Não creio que eu vá me ocupar de narrar minunciosamente aqui os acontecimentos marcantes desse período de reclusão bloguística.
Duvido até que eu volte a ter uma frequencia neste lugar.
Sinto como se ele fosse cada vez menos necessário agora.
Mas como sempre,
Mas como sempre,
se de repente me der uma vontade de me desencontrar, não
hesitarei em vir aqui.
Afinal esse espaço é meu, sempre foi e (e enquanto o
Google permitir) sempre será.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Um quarto de um século!!
Para começar bem um novo ano, nada melhor que uma idade nova.
Comigo sempre foi assim.
Aniversariar no início do ano faz mais fácil a associação ano/idade.
Enfim... é isso. Não tenho muito mais a refletir sobre isso.
Ontem foi meu aniversário, e o objetivo disso foi alcançado, tenho um quarto
de século de idade agora. Tudo que aconteceu ou deixou de acontecer foi apenas
um mero acaso do tempo!!
"Seu aniversário é todos os dias": as mentiras estão cada vez mais elaboradas. Semelhante a essa só "A cidade esta notadamente melhor tradada e conservada".
Comigo sempre foi assim.
Aniversariar no início do ano faz mais fácil a associação ano/idade.
Enfim... é isso. Não tenho muito mais a refletir sobre isso.
Ontem foi meu aniversário, e o objetivo disso foi alcançado, tenho um quarto
de século de idade agora. Tudo que aconteceu ou deixou de acontecer foi apenas
um mero acaso do tempo!!
"Seu aniversário é todos os dias": as mentiras estão cada vez mais elaboradas. Semelhante a essa só "A cidade esta notadamente melhor tradada e conservada".
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