Volto a falar do Tempo, meu maior inimigo e mais fiel partidário.
Tudo na vida se resume a ele.
Aliás a vida é ele.
O que temos mais da vida, ou na vida, se o tirarmos? Se o perdermos?
Sim Maria Rita Khel, vc tem razão: Tempo NÃO é dinheiro. Tempo é vida!!
E nada melhor do que encarar a vida com beleza.
Bonito é quando a gente olha pra trás e percebe o quanto cresceu.
Sempre que se examina, a gente vê o quanto ainda está incompleto, mas quando se compara com o eu de tempos atrás, reconhece que muitas ideias, certezas, convicções, dúvidas, defeitos, até qualidades, ficaram para trás.
Não, o Tempo não passa, quem passa somos nós.
Quem vai, quem não fica, quem não suporta, quem se esvai, somos nós, reles mortais.
Ele fica.
Imóvel.
Impassível.
Nos observando passar por ele, e definhar, e desfalecer, enquanto ele permanece imutável, eterno.
Ainda tentamos controlá-lo.
Tsc, tsc.
Pobre pretensão.
Mas é ele tão modesto, tão abnegado, que finge.
Finge que é capaz de ser dominado.
Nos permite, supostamente, reparti-lo, usá-lo.
Contamos milênios, séculos, décadas, anos, meses, dias, horas, minutos, segundos, centésimos, milésimos... Acreditando que assim, contando, regrando cada partícula, o aproveitaremos melhor.
Quanta ingenuidade!!
Não Renato, não temos todo Tempo do Mundo, o Tempo do Mundo que tem a todos nós.
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