Se eu pudesse resumir o meu ano de 2012 em uma só palavra, infelizmente, seria MORTE. Nunca em todos os meus parcos vinte e cinco (quase, quase vinte e seis) anos de existência fui obrigada a conviver tão de perto com ela. Talvez o que mais me choque é justamente o fato de que, a maior parte, não, TODAS as pessoas próximas de mim que tiveram suas vidas ceifadas nesse ano eram da minha faixa etária, pessoas que fizeram parte da minha infância, da minha adolescência e que eu, ingenuamente, acreditei que envelheceriam comigo.
Justo esse ano, em que tantas coisas bonitas aconteceram na minha vida. Tantas conquistas, realizações, momentos felizes, pessoas especiais. Tantas dores, tantas mortes, tragédias, lágrimas. Talvez seja isso, a vida me mostrando que nunca estaremos imersos em toda alegria nem em toda tristeza. Que não importa o tamanho da conquista, precisamos aprender a perder também. Não importa a intensidade da felicidade, precisamos aprender chorar também.
Enfim, não quero chegar a nenhuma conclusão ainda, quero apenas me manter com a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo. Quero apenas estar aberta pra aprender o que quer que, quem quer que seja, queira me ensinar. Não sei se ainda tenho muito que viver, mas se tem algo que já aprendi é que sim Renato, vc tinha razão: é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, por que se vc parar pra pensar, na verdade, NÃO HÁ! É fácil repetir isso no calor da canção, difícil é ter de aprender na dor, na pele.
E peço, peço que nós, que ainda estamos por aqui, aprendamos a dar valor a cada momento que nos foi permitido permanecer e a cada pessoa com as quais nos foi permitido conviver, e que aprendamos, ainda que um tantinho, a suportar a dor de ter de ficar enquanto nossos tão queridos precisam ir antes de nós.
Enfim, é isso!
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