Acredito que não exista palavra melhor que me descreva.
Talvez a única coisa de constante que exista em mim é justamente a mudança.
A é mudança muitas vezes defendida, muitas vezes buscada.
Pessoas se desesperam em busca de algo que mude as suas vidas.
Mudança, na maioria das vezes, é algo bom.
Mas nas minhas mudanças há algo de estranho.
Não são raras as vezes que deixo algum projeto pela metade pelo simples fato de não
ter mais ganas de continuar, aliás, não sei se poderia citar algo que tenha feito até o fim.
Nem mesmo aqui.
Quantas vezes me prometi que viria aqui mais vezes?
Que seria constante?
E não importa a natureza do projeto.
Não importa em que pé ele anda.
Se é pra desistir, vamos lá.
Admito, mas não gosto.
Não gosto de me sentir pela metade.
Não quero ser só um pedaço.
Há quem diga que admitir um problema é meio caminho andado pra resolve-lo,
mas sei desse há muito tempo e não me parece que tenha caminhado muito em direção
à solução.
Admitir talvez não resolva, mas pelo menos muda algo dentro de mim:
pelo menos por enquanto, até que algo mude mais uma vez.
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