Uma fotografia que pula de dentro de um livro,
um bilhete escrito em segredo num caderno que apenas
anos depois vem à tona e traz consigo lembranças, momentos,
sentimentos, desejos e mais uma porrada de sensações que achavámos
nunca mais ter de sentir.
Não escondo a minha dificuldade em lidar com o ontem.
Tenho uma verdadeira fascinação pelo que passou, tenha eu vivido
ou não.
Lembro com sofreguidão cada bom momento e por vezes os não tão bons.
Seleciono situações modelo e, não nego, alguma vezes até dou uma melhorada via memória.
Passado inventado, é disso que vivo. É isso que me sustenta, que me alimenta.
Mas e o presente? Esse que eu recebo todos os dias, que me suporta, que me atura,
Mas e o presente? Esse que eu recebo todos os dias, que me suporta, que me atura,
que se esforça pra entender essa irritante mania de olhar pra trás?
Enfim,
nem sempre o presente é tão presente assim.
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