Oito dias se passaram desde que decidi que aqui seria novamente um lugar de abrigo.
Mais uma vez acreditei que o despertar de um dia seria capaz de alterar todo o rumo da existência. Mais uma vez falhei miseravelmente, mais uma vez fiz o que sempre faço.
Ou não.
Acho que dessa vez o eureca despertou algo que julgo ser necessário para a manutenção da nova postura, do novo ser: a auto aceitação; o auto cuidado; o auto amor.
Sei bem que nada disso está aqui plenamente, mas acho que pelo primeira vez levo a sério a necessidade de olhar pra mim com mais carinho.
Não condescendência, não auto piedade, não permissividade. Tô falando é de amor mesmo, com toda complexidade que esse sentimento guarda em si.
Já sei que o desafio não será pequeno. Reconheço que ainda tenho muitas reservas com o amor. Embora o reconheça como força motriz da natureza humana, energia vital que eleva o ser à sua razão de existir, sei que ainda não consigo lidar com o tamanho e a potência deste.
Mas outra coisa que sei é que tudo é processo.
Sei, agora sei.
Não posso me cobrar mudanças radicais da noite pro dia, essa não sou eu, esse não é o meu processo. Tenho meu tempo e preciso respeitá-lo. Meus ciclos, minhas idas e até minhas vindas. Ando sentindo que voltei algumas casas, que fiquei algumas rodadas sem jogar, mas tá tudo bem também. Não dá pra achar que todos os dias serão de ganhos. Se assim fosse sequer saberíamos o que são as perdas e perderíamos todo o aprendizado que só elas trazem.
E nesse processo, às vezes serão oito dias, às vezes serão mais, as vezes serão menos e eu só sigo pedindo amor pra me aceitar e carinho pra me acolher.
Sou grata por todas as pessoas maravilhosas que atravessam o meu caminho, mas preciso levar a sério que é preciso me amar antes de amar quem quer que seja. Preciso aprender comigo antes mesmo de me arvorar ao outro.
Até porque amor não acaba, quando mais se usa mais se tem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário