É assim que chamam esse período pouco antes do nosso aniversário.
Dizem que nesse período a nossa energia já está nas últimas, que estamos contados os dias pra receber a carga energética da revolução solar. Daí é por isso que tudo pesa mais. A gente não tem paciência, não tem vontade, não tem energia... não consegue.
Partindo desse princípio estou sempre no inferno astral.
Tá, tô sendo um pouco rigorosa comigo, deve haver um dois dias durante o ano em que eu consigo sair da inércia, que eu consigo ser alguém.
Mas a verdade é que, de fato, essa época do ano é sempre mais complicada mesmo. Detesto esse clima de Natal.
Aff... ainda mais nesse ano. Hipocrisia nunca foi minha praia e por aqui esse ano parece mato. Sem falar nessa pataquada de ano novo. Como se dormir em dezembro e acordar em janeiro fosse mudar alguma coisa. Quer dizer, nem dormir pode né? Tem que ficar acordada pro ano não passar por cima.
Dizem.
O negócio é tão sério que não consigo ver graça na vida até quando chega o dia 03/01.
Mas isso pq me esforço muito.
Aí, já sabe, aquela sensação de: ninguém me ama, ninguém se importa o suficiente, eu sempre dou mais do que recebo.
Afff... onde mesmo que câncer tá no meu mapa? É muito drama, nem eu mesma me suporto. E já tô batendo os 32.
Trinta e dois.
T R I N T A E D O I S.
Pois sigo aqui tentando entender esse período e lidando com essa insuportabilidade que nem eu suporto.
Esse é o meu espaço. O meu cantinho, o meu lugar. Aqui eu descanso, reflito, recebo visitas... me encontro ou na maioria das vezes me desencontro comigo... Quem quiser me desencontrar, esteja à vontade.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2018
domingo, 16 de dezembro de 2018
Cabaret
Hoje está sendo um daqueles dias em que é muito difícil me amar.
Não que essa seja uma tarefa fácil em algum momento, mas quando a sensação de fracasso e o sentimento de perda estão tão presentes é ainda mais difícil me acolher, me acariciar e compreender que sou humana e falha.
"Everybody loves a winner, so nobody loves me"
Nada mais propício como trilha sonora do meu dia.
É exatamente assim que me sinto: a looser.
Esse negócio de autoamor que ando lendo por aí, que ando admirando quem consegue (invejando talvez seria o melhor termo), que ando me comparando por não conseguir... pra mim é tão difícil.
Aprendi me rejeitar, a não me amar, a me achar menor, inadequada. Parece que é coisa de Quíron em Gêmeos. Mas a verdade é que ter consciência disso tem sido doloroso, ao passo de que não consigo implementar as mudanças que julgo necessárias.
Não aguento mais passar dias inteiros fazendo vários nadas, morrendo de culpa pelo sem fim de tarefas que ficam sem fazer, morrendo de vergonha das pessoas que estão a depender da minha produção.
Mas saber disso tem me ajudado em quê?
Não estou eu aqui mais um dia sendo inútil?
E não é nem dizer que não só trabalho. Não trabalho, não estudo, não me divirto, não descanso... apenas fico aqui sendo inútil e sentindo culpa, a culpa me paralisa, daí não consigo fazer nada, não fazer nada me faz sentir inútil, sentir inútil me leva à culpa... e assim entro nesse ciclo vicioso e infinito.
A pior parte é saber que preciso forçar-me: levantar, ouvir uma música, ler alguma coisa, tomar um banho, andar um pouco, fazer a energia circular... mas não o faço. Apenas sigo sendo uma mera espectadora da minha derrota.
Parece que saio do corpo e fico lá de cima observando minha vida descer ladeira a baixo.
De que me adianta saber? De que me adianta ter consciência?
Sequer sei como terminar esse texto. Sequer sei como existir no mundo. Todas as formas me parecem erradas, inadequadas, too much or too less.
Não que essa seja uma tarefa fácil em algum momento, mas quando a sensação de fracasso e o sentimento de perda estão tão presentes é ainda mais difícil me acolher, me acariciar e compreender que sou humana e falha.
"Everybody loves a winner, so nobody loves me"
Nada mais propício como trilha sonora do meu dia.
É exatamente assim que me sinto: a looser.
Esse negócio de autoamor que ando lendo por aí, que ando admirando quem consegue (invejando talvez seria o melhor termo), que ando me comparando por não conseguir... pra mim é tão difícil.
Aprendi me rejeitar, a não me amar, a me achar menor, inadequada. Parece que é coisa de Quíron em Gêmeos. Mas a verdade é que ter consciência disso tem sido doloroso, ao passo de que não consigo implementar as mudanças que julgo necessárias.
Não aguento mais passar dias inteiros fazendo vários nadas, morrendo de culpa pelo sem fim de tarefas que ficam sem fazer, morrendo de vergonha das pessoas que estão a depender da minha produção.
Mas saber disso tem me ajudado em quê?
Não estou eu aqui mais um dia sendo inútil?
E não é nem dizer que não só trabalho. Não trabalho, não estudo, não me divirto, não descanso... apenas fico aqui sendo inútil e sentindo culpa, a culpa me paralisa, daí não consigo fazer nada, não fazer nada me faz sentir inútil, sentir inútil me leva à culpa... e assim entro nesse ciclo vicioso e infinito.
A pior parte é saber que preciso forçar-me: levantar, ouvir uma música, ler alguma coisa, tomar um banho, andar um pouco, fazer a energia circular... mas não o faço. Apenas sigo sendo uma mera espectadora da minha derrota.
Parece que saio do corpo e fico lá de cima observando minha vida descer ladeira a baixo.
De que me adianta saber? De que me adianta ter consciência?
Sequer sei como terminar esse texto. Sequer sei como existir no mundo. Todas as formas me parecem erradas, inadequadas, too much or too less.
Parabéns pela coragem pq sentido não tá teno!
De volta à casa há uma semana.
Como estou me sentindo? O que tenho feito? Pra onde estou indo?
Essa foi uma semana (insira aqui um adjetivo que não consegue pensar agora).
Começou com bastante energia. Acordando bastante cedo e fazendo mil coisas: roupas todas lavadas, comida sempre feita na hora, cuidados ao boyzinho dodói, atenção aos filhinhos felinos, aos amigos... acho que menos a mim.
Tentei retomar a rotina de escritas na mandala, já que a havia abandonado aqui durante a grande viagem. Demorei dois dias pra cuidar do altar da Kwan Yin e depois desse dia lá não retornei. Não retomei o bordado, não estudei astrologia, não me voltei pra MTC... nada ou muito pouco fiz pra mim.
Fui à roda das Plantadeiras, aquela chamada em caráter de emergência para cuidados energéticos. Foi lindo, mas eu nem tava lá direito. Cansaço talvez fosse o nome, dispersão com certeza um pouco.
Tenho um costumo ruim e esquisito de sempre achar que se as coisas não começaram bem o melhor é voltar do início e pra voltar do início é preciso esperar um novo momento propício o recomeço. Nessa brincadeira, acabo perdendo vários dias pois, achando que eles não começaram bem, não vale mais a pena tentar fazê-los funcionar, restando apenas esperar pelo próximo dia para tentar fazê-lo começar da melhor forma e enfim aproveitá-lo.
Aiai... sigo sendo esse ser estranho e esquisito. Às vezes procuro sentido e não encontro.
Tem algumas coisas que vão fazendo sentido mas parece que tô me desconectando delas.
Protocolo Luiz Meira.
Desafios para 2019 já começando em 2018.
Sigo tentando ser alguém melhor. Sigo tentando ser eu mesmo. Sigo sendo.
Que seja!
Como estou me sentindo? O que tenho feito? Pra onde estou indo?
Essa foi uma semana (insira aqui um adjetivo que não consegue pensar agora).
Começou com bastante energia. Acordando bastante cedo e fazendo mil coisas: roupas todas lavadas, comida sempre feita na hora, cuidados ao boyzinho dodói, atenção aos filhinhos felinos, aos amigos... acho que menos a mim.
Tentei retomar a rotina de escritas na mandala, já que a havia abandonado aqui durante a grande viagem. Demorei dois dias pra cuidar do altar da Kwan Yin e depois desse dia lá não retornei. Não retomei o bordado, não estudei astrologia, não me voltei pra MTC... nada ou muito pouco fiz pra mim.
Fui à roda das Plantadeiras, aquela chamada em caráter de emergência para cuidados energéticos. Foi lindo, mas eu nem tava lá direito. Cansaço talvez fosse o nome, dispersão com certeza um pouco.
Tenho um costumo ruim e esquisito de sempre achar que se as coisas não começaram bem o melhor é voltar do início e pra voltar do início é preciso esperar um novo momento propício o recomeço. Nessa brincadeira, acabo perdendo vários dias pois, achando que eles não começaram bem, não vale mais a pena tentar fazê-los funcionar, restando apenas esperar pelo próximo dia para tentar fazê-lo começar da melhor forma e enfim aproveitá-lo.
Aiai... sigo sendo esse ser estranho e esquisito. Às vezes procuro sentido e não encontro.
Tem algumas coisas que vão fazendo sentido mas parece que tô me desconectando delas.
Protocolo Luiz Meira.
Desafios para 2019 já começando em 2018.
Sigo tentando ser alguém melhor. Sigo tentando ser eu mesmo. Sigo sendo.
Que seja!
domingo, 9 de dezembro de 2018
Estamos indo de volta pra casa
Estamos voltando pra casa.
Eu e a outra Mona que se forjou durante esse período.
Sei que nada será como antes amanhã.
Hoje o dia será de deslocamento.
Saí cedo de Faro e agora me encontro no período entre vôos no aeroporto de Lisboa.
Por volta das 16h saio daqui rumo ao meu pedaço de chão do mundo.
O que irei encontrar por lá, tenho um pouco de noção.
O que não irei encontrar talvez seja o que me assusta mais.
Sei que os primeiros dias não serão fáceis.
Nunca são.
Aliás, primeiros qualquer coisa sempre demoram um pouco pra engatar.
E os primeiros dias de retorno depois dessa experiência já prometem a sua complexidade.
Primeiro porque sei que serei engolida pela quantidade absurda de pendências.
Pós graduação, Rede de Educadores, Design Dialógico, FIGAM.
Compromissos pendentes e inadiáveis.
E assumi que preciso também colocar nesse rol de prioridades inadiáveis aquilo que sei que me movimenta.
Nesse momento porei foco em ao menos uma delas: a Medicina Tradicional Chinesa.
Ainda não sei ao certo o lugar dela na minha vida futura, mas sinto uma vontade absurda de me dedicar mais a isso.
Parece que aquele desejo de cuidar que sempre esteve guardado dentro de mim busca nesse caminho uma forma de florescer. Seguir a intuição é o desafio, não é? Pois que seja.
Sinto também que minha fruta não há de cair muito longe do pé.
Amo Educação. Amo Museologia Social.
Me sinto útil ao discutir essas questões, embora saiba que preciso de mais aprofundamento e dedicação.
Não sairei dessa trilha.
Hoje me parece difícil pensar em conciliar essas duas sendas mas ainda assim não sinto estar numa bifurcação. Prefiro acreditar em caminhos paralelos que, ora eu percorro mais por um, ora eu percorro mais por outro, mas que logo ali em frente irão convergir numa única estrada.
As coisas estão confusas ainda.
Já até perdi as contas das vezes que achei que iriam desconfundir e depois confundiram-se ainda mais. Não sei como serão os dias daqui pra frente, me angustio pelas certezas, sofro pela falta de controle.
São muitos desafios que a consciência já entendeu como necessários, são muitos limites que já se apresentaram como possíveis de serem superados, são tantas possibilidades que me sinto perdida. Abrir mão de velhos hábitos também é difícil, por mais que saibamos da necessidade de.
Enfim, tô voltando pra casa.
Estamos.
Eu e a outra Mona.
Sei que eu irei encontrar afeto, acolhimento, amor e cuidado. Eu não tenho medo do que lá está.
O que me preocupa é o que não está: um lugar para a outra Mona.
Esse nunca existiu porque ela acaba de nascer e nem eu mesma sei o que esperar dela.
O que nos resta é retornar e trabalhar para construirmos juntas esse espaço.
Eu e a outra Mona que se forjou durante esse período.
Sei que nada será como antes amanhã.
Hoje o dia será de deslocamento.
Saí cedo de Faro e agora me encontro no período entre vôos no aeroporto de Lisboa.
Por volta das 16h saio daqui rumo ao meu pedaço de chão do mundo.
O que irei encontrar por lá, tenho um pouco de noção.
O que não irei encontrar talvez seja o que me assusta mais.
Sei que os primeiros dias não serão fáceis.
Nunca são.
Aliás, primeiros qualquer coisa sempre demoram um pouco pra engatar.
E os primeiros dias de retorno depois dessa experiência já prometem a sua complexidade.
Primeiro porque sei que serei engolida pela quantidade absurda de pendências.
Pós graduação, Rede de Educadores, Design Dialógico, FIGAM.
Compromissos pendentes e inadiáveis.
E assumi que preciso também colocar nesse rol de prioridades inadiáveis aquilo que sei que me movimenta.
Nesse momento porei foco em ao menos uma delas: a Medicina Tradicional Chinesa.
Ainda não sei ao certo o lugar dela na minha vida futura, mas sinto uma vontade absurda de me dedicar mais a isso.
Parece que aquele desejo de cuidar que sempre esteve guardado dentro de mim busca nesse caminho uma forma de florescer. Seguir a intuição é o desafio, não é? Pois que seja.
Sinto também que minha fruta não há de cair muito longe do pé.
Amo Educação. Amo Museologia Social.
Me sinto útil ao discutir essas questões, embora saiba que preciso de mais aprofundamento e dedicação.
Não sairei dessa trilha.
Hoje me parece difícil pensar em conciliar essas duas sendas mas ainda assim não sinto estar numa bifurcação. Prefiro acreditar em caminhos paralelos que, ora eu percorro mais por um, ora eu percorro mais por outro, mas que logo ali em frente irão convergir numa única estrada.
As coisas estão confusas ainda.
Já até perdi as contas das vezes que achei que iriam desconfundir e depois confundiram-se ainda mais. Não sei como serão os dias daqui pra frente, me angustio pelas certezas, sofro pela falta de controle.
São muitos desafios que a consciência já entendeu como necessários, são muitos limites que já se apresentaram como possíveis de serem superados, são tantas possibilidades que me sinto perdida. Abrir mão de velhos hábitos também é difícil, por mais que saibamos da necessidade de.
Enfim, tô voltando pra casa.
Estamos.
Eu e a outra Mona.
Sei que eu irei encontrar afeto, acolhimento, amor e cuidado. Eu não tenho medo do que lá está.
O que me preocupa é o que não está: um lugar para a outra Mona.
Esse nunca existiu porque ela acaba de nascer e nem eu mesma sei o que esperar dela.
O que nos resta é retornar e trabalhar para construirmos juntas esse espaço.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
Oito dias
Oito dias se passaram desde que decidi que aqui seria novamente um lugar de abrigo.
Mais uma vez acreditei que o despertar de um dia seria capaz de alterar todo o rumo da existência. Mais uma vez falhei miseravelmente, mais uma vez fiz o que sempre faço.
Ou não.
Acho que dessa vez o eureca despertou algo que julgo ser necessário para a manutenção da nova postura, do novo ser: a auto aceitação; o auto cuidado; o auto amor.
Sei bem que nada disso está aqui plenamente, mas acho que pelo primeira vez levo a sério a necessidade de olhar pra mim com mais carinho.
Não condescendência, não auto piedade, não permissividade. Tô falando é de amor mesmo, com toda complexidade que esse sentimento guarda em si.
Já sei que o desafio não será pequeno. Reconheço que ainda tenho muitas reservas com o amor. Embora o reconheça como força motriz da natureza humana, energia vital que eleva o ser à sua razão de existir, sei que ainda não consigo lidar com o tamanho e a potência deste.
Mas outra coisa que sei é que tudo é processo.
Sei, agora sei.
Não posso me cobrar mudanças radicais da noite pro dia, essa não sou eu, esse não é o meu processo. Tenho meu tempo e preciso respeitá-lo. Meus ciclos, minhas idas e até minhas vindas. Ando sentindo que voltei algumas casas, que fiquei algumas rodadas sem jogar, mas tá tudo bem também. Não dá pra achar que todos os dias serão de ganhos. Se assim fosse sequer saberíamos o que são as perdas e perderíamos todo o aprendizado que só elas trazem.
E nesse processo, às vezes serão oito dias, às vezes serão mais, as vezes serão menos e eu só sigo pedindo amor pra me aceitar e carinho pra me acolher.
Sou grata por todas as pessoas maravilhosas que atravessam o meu caminho, mas preciso levar a sério que é preciso me amar antes de amar quem quer que seja. Preciso aprender comigo antes mesmo de me arvorar ao outro.
Até porque amor não acaba, quando mais se usa mais se tem.
Mais uma vez acreditei que o despertar de um dia seria capaz de alterar todo o rumo da existência. Mais uma vez falhei miseravelmente, mais uma vez fiz o que sempre faço.
Ou não.
Acho que dessa vez o eureca despertou algo que julgo ser necessário para a manutenção da nova postura, do novo ser: a auto aceitação; o auto cuidado; o auto amor.
Sei bem que nada disso está aqui plenamente, mas acho que pelo primeira vez levo a sério a necessidade de olhar pra mim com mais carinho.
Não condescendência, não auto piedade, não permissividade. Tô falando é de amor mesmo, com toda complexidade que esse sentimento guarda em si.
Já sei que o desafio não será pequeno. Reconheço que ainda tenho muitas reservas com o amor. Embora o reconheça como força motriz da natureza humana, energia vital que eleva o ser à sua razão de existir, sei que ainda não consigo lidar com o tamanho e a potência deste.
Mas outra coisa que sei é que tudo é processo.
Sei, agora sei.
Não posso me cobrar mudanças radicais da noite pro dia, essa não sou eu, esse não é o meu processo. Tenho meu tempo e preciso respeitá-lo. Meus ciclos, minhas idas e até minhas vindas. Ando sentindo que voltei algumas casas, que fiquei algumas rodadas sem jogar, mas tá tudo bem também. Não dá pra achar que todos os dias serão de ganhos. Se assim fosse sequer saberíamos o que são as perdas e perderíamos todo o aprendizado que só elas trazem.
E nesse processo, às vezes serão oito dias, às vezes serão mais, as vezes serão menos e eu só sigo pedindo amor pra me aceitar e carinho pra me acolher.
Sou grata por todas as pessoas maravilhosas que atravessam o meu caminho, mas preciso levar a sério que é preciso me amar antes de amar quem quer que seja. Preciso aprender comigo antes mesmo de me arvorar ao outro.
Até porque amor não acaba, quando mais se usa mais se tem.
quinta-feira, 29 de novembro de 2018
Desafio. 3, 2,1... valendo!
Depois de aqui voltar e pôr à tona todos os rascunhos que aqui estavam, eis que agora retorno e com vontade de não mais me afastar.
Faltam minutos para a meia noite da madrugada que divide os
dias 29 e 30 de novembro de 2018.
Hoje, ainda dia 29, foi/está sendo um dia especial, apesar de nada muito significativo ter acontecido em termos práticos. Ir à Lisboa num ônibus com aproximadamente quarenta crianças cheias de açúcar, numa viagem de seis horas, com direito a duas de puro engarrafamento, não é algo digno de muita lembrança, mas, faltando um minuto para o dia acabar, consigo cumprir um compromisso que estabeleci comigo nesse mesmo dia: escrever, colocar no papel (nesse caso, na tela) o que me vier à cabeça, ou melhor, ao coração.
Ouvir, durante essa longa e louca viagem, o áudio da consulta com Júlia me fez repensar algumas coisas e não pensar em outras.
Hoje, ainda dia 29, foi/está sendo um dia especial, apesar de nada muito significativo ter acontecido em termos práticos. Ir à Lisboa num ônibus com aproximadamente quarenta crianças cheias de açúcar, numa viagem de seis horas, com direito a duas de puro engarrafamento, não é algo digno de muita lembrança, mas, faltando um minuto para o dia acabar, consigo cumprir um compromisso que estabeleci comigo nesse mesmo dia: escrever, colocar no papel (nesse caso, na tela) o que me vier à cabeça, ou melhor, ao coração.
Ouvir, durante essa longa e louca viagem, o áudio da consulta com Júlia me fez repensar algumas coisas e não pensar em outras.
Zero hora: outro dia nasce, novinho em folha, com todas as
suas possibilidades.
Não quero perder mais nenhum dia, não quero postergar mais nada esperando o momento ideal.
A sacerdotisa sou eu, o templo é o mundo e o sentido é a minha existência.
Claro que há um monte de pormenores e questões a serem resolvidas, vistas, vividas, mas não quero ficar esperando um momento, um estado, um propósito.
Idealizar é comigo mesmo, querer o perfeito, o certo, o coerente... não que eu precise me afastar disso tudo mas preciso também deixar as coisas fluírem. Perder o controle. Conduzir sem controlar. Exercício necessário. Em tudo na vida. Sobretudo para mim: que acredita piamente que é capaz de controlar tudo.
Não quero perder mais nenhum dia, não quero postergar mais nada esperando o momento ideal.
A sacerdotisa sou eu, o templo é o mundo e o sentido é a minha existência.
Claro que há um monte de pormenores e questões a serem resolvidas, vistas, vividas, mas não quero ficar esperando um momento, um estado, um propósito.
Idealizar é comigo mesmo, querer o perfeito, o certo, o coerente... não que eu precise me afastar disso tudo mas preciso também deixar as coisas fluírem. Perder o controle. Conduzir sem controlar. Exercício necessário. Em tudo na vida. Sobretudo para mim: que acredita piamente que é capaz de controlar tudo.
Escrever: é o desafio. Não publicar: o restante dele. Não quero escrever para esperar o comentário e/ou a aprovação de ninguém. Até porque, deixar
de ter o outro como ideal é outro exercício que me proponho.
Aprender a me amar, a gostar de mim, de quem eu sou.
Apesar de ser vista como A Força, esse ser inabalável que
suporta tudo de si e do mundo, preciso aprender a me enxergar com alguém que
vale a pena. Como alguém adequado, que tem espaço, que tem lugar. A vulnerabilidade
veio com força e não sei o que fazer com ela.
Já não caibo mais no papel da pedra mas também não sei o que fazer quando viro água.
Já não caibo mais no papel da pedra mas também não sei o que fazer quando viro água.
Enfim, nesse retorno é natural que as coisas ainda estejam
confusas e embaçadas... mas dessa vez hei de conseguir manter o hábito, estabelecer
uma rotina (ou não) para sempre encaixar a leitura e a escrita, pois sei o
quanto isso me faz bem e estou vendo o quanto não ando bem.
O desafio agora é ficar.
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
Rascunhos de não me lembro quando IX
"Um amigo me chamou pra resolver um problema dele,
guardei todos os meus no bolso e fui."
Tenho sérios problemas com pessoas que se definem demais: "Eu sou sincera!!" "Comigo é assim..." "Sou muito verdadeira!!" "Gosto disso, não gosto daquilo..."
Acho que quando buscamos palavras pra nos definir acabamos por nos limitar. Entendo ser muito mais fácil pensar e agir, deixando a cargo das pessoas perceberem quem nós somos, sem necessariamente termos que relatar todas as vezes que nos deparamos com alguém. Entretanto dessa vez, abrirei uma exceção, não pra me definir, mas talvez para explicitar algumas reflexões acerca de mim mesma.
Gosto de ajudar. Sou alguém que sente real prazer em fazer parte da vida de quem eu gosto. Não espero que me peçam ajuda, sou do tipo que se oferece mesmo. "Precisa de ajuda?" "Quer que eu faça?" "Quer que eu vá com você?" "Tem certeza?" "Claro que posso!" "Faço questão".
E sempre pergunto, procuro saber. "Já resolveu aquilo?" "Como vai seu pai, sua mãe, seu vizinho, seu cachoro, gato papagaio?" "Tá precisando de alguma coisa?"
Claro que bem certo é fazer pelos outros sem esperar que façam o mesmo em troca, fazer o bem sem olhar a quem, não achar que é porque vc fez algo que alguém te deve algum tipo de favor e mais aquele sem fim de frases de efeito moral que ouvimos o tempo todo. Uma vez até ouvi algo interessante: a vida é um ciclo, se vc faz algo de bom pra alguém aqui, encontrará alguém que faça algo bom por você acolá. (naõ necessariamente com essas palavras mas a essência era mais ou menos essa)
Lembranças de um dia bão!! (Rascunho de não me lembro quando VIII)
Sempre gostei de festejar aniversários.
Sei lá o porquê, só sei que conto ansiosamente os dias para a chegada daquele que, por mais que marque o nascimento de meio mundo de gente, considero como MEU dia.
Mesmo sabendo que pouco lembrarão (benditas redes sociais que nos ultimos anos ao menos virtualmente melhoraram essa realidade), que presentes serão raríssimo (todo mundo endividado com as festas de fim de ano), que muitos até lembrarão e poderiam me presentear mas estão viajando. Mesmo sabendo de tudo isso, gosto.
Nem todo ano as expectativas são correspondidas e as vezes até
Sei lá o porquê, só sei que conto ansiosamente os dias para a chegada daquele que, por mais que marque o nascimento de meio mundo de gente, considero como MEU dia.
Mesmo sabendo que pouco lembrarão (benditas redes sociais que nos ultimos anos ao menos virtualmente melhoraram essa realidade), que presentes serão raríssimo (todo mundo endividado com as festas de fim de ano), que muitos até lembrarão e poderiam me presentear mas estão viajando. Mesmo sabendo de tudo isso, gosto.
Nem todo ano as expectativas são correspondidas e as vezes até
Vamos celebrar a estupidez humana!! (Rascunho de não me lembro quando VII)
Hoje me deu vontade de escrever.
Na verdade, como sempre foi intenção desse espaço,
decidi escrever por que as coisas dentro de mim não estão muito bem.
Me sinto confusa, estranha, esquisita.
Tenho medo dos próximos dias e os últimos me assustam como sombras prontas a me tragar.
Mas após um breve tour pela Fanpage do Catraca Livre percebi que eles aderiram à campanha #souhomemdeverdade, cujo mote principal são homens segurando uma plaquinha onde se encontra escrito: HOMEM DE VERDADE NÃO BATE EM MULHER!!
Imediatamente minha atenção se distanciou do interno e se voltou para o meu redor.
Até aí tudo bem, super concordo e apoio a campanha.
O que me surpreende até o presente momento (e duvido que o impacto seja menor nas próximas horas) é a ignorância de certos comentários. Como não consigo apreender algumas linhas pensamento, vou reproduzir alguns:
Rascunhos de não me lembro quando V
Dia dos mortos.
Dia de morrer.
Dia de matar...
Mas seria tão fácil se assim fosse, se matassemos todos os
Rascunhos de não em lembro quando IV
Ao quarenta e cinco do segundo tempo, já preste a sucumbir
e literalmente morrer na praia, eis que surge um fôlego novo
Rascunhos de não me lembro quando III
Existe uma divisão básica entre post narrativo
e post reflexivo (talvez as definições não sejam bem essas).
Hoje eu eu estou bem reflexiva mas nao vou resistir em
trazer um post narrativíssimo.
Lembra do ex-
Rascunhos de não me lembro quando II
Se querem novidades...
tenho muitas, inúmeras.
Se são boas ainda não consegui definir.
Andava tão preocupada em sentir
Rascunhos de não me lembro quando I
Avaliação de Total I aparentemente mal sucedida, depois de um final de semana inteiro de abnegação em prol dos livros, definitivamente não há dia melhor para lamuriar.
Por que foram cair justos os textos que eu menos sabia??
Por que?
Por que foram cair justos os textos que eu menos sabia??
Por que?
Velho Mundo...
Por acaso me deparei novamente com esse lugar. Mais de dois anos após a última vez que estive aqui.
Não resisti e reli todas as postagens desde o dia em que esse lugar nasceu. O ano era 2009, o motivo foi inveja e ciumes, a frequência era maior e a vontade de ser alguém admirável estava aqui. Hoje nada disso faz mais sentido. O ano é 2018, não tenho razões para ter ciúmes (embora ainda seja bastante invejosa), já não consigo escrever com frequência (nem mesmo aquilo que sou obrigada) e ser alguém admirável não é mais uma meta, já considero uma realidade impossível.
Nesse meio tempo muita coisa aconteceu e muita coisa mudou. Verdades deixaram de existir, sentimentos morreram para outros nascerem. Planos foram desfeitos, outros ganharam o lugar.
Há dois anos, na última postagem, eu morava em outra cidade. Havia dado vazão a um sentimento de mudança, mais, havia feito a mudança, estava buscando algo diferente. Quis ir pra outro lugar, viver sozinha, me virar. Acreditei que não seria difícil, que saberia praticar o desapego.
Pouco menos de um ano depois, descobri que aquela pessoa desapegada não existe, que amo o meu pedaço de chão. Na verdade, amo o meu lar e como não foi possível que eles estivessem comigo, quis voltar. Voltei.
Muitas coisas aconteceram nesse meio tempo também. Descobri que estava no meu retorno de Saturno. Que é normal a vida virar de ponta cabeça nesse período. Entrei para um Circulo de Mulheres. Me aprofundei no conhecimento do astral. Fui energeticamente à China. Me consagrei à Kwan Yin. Estudei o Tao. Plantei minha lua. Adquiri um baralho. Li a sorte. Sigo
Hoje escrevo do outro lado do Atlântico, me encontro no Velho Mundo, mais precisamente em Portugal, aquela terra que, dizem, nos pariu. Penso diferente. Sei diferente.
Incrível como o frio e a saudades são propícios à melancolia. Sentimentos que há tempos não tinha notícias, agora parece que estão a chegar. E o acaso me trouxe de volta aqui. Acontece que já não creio no acaso. Aprendi sobre a impecabilidade da vida, sobre sincronicidade. Estudo física e mecânica quântica. Pseudo-ciências. Sempre amei os pseudos.
Não acho que irei retornar aqui tão cedo, mas achei que hoje precisava.
Enquanto o google permitir o espaço segue sendo meu e sempre que o acaso providenciar farei uso dele.
Acontece que já não creio no acaso.
Não resisti e reli todas as postagens desde o dia em que esse lugar nasceu. O ano era 2009, o motivo foi inveja e ciumes, a frequência era maior e a vontade de ser alguém admirável estava aqui. Hoje nada disso faz mais sentido. O ano é 2018, não tenho razões para ter ciúmes (embora ainda seja bastante invejosa), já não consigo escrever com frequência (nem mesmo aquilo que sou obrigada) e ser alguém admirável não é mais uma meta, já considero uma realidade impossível.
Nesse meio tempo muita coisa aconteceu e muita coisa mudou. Verdades deixaram de existir, sentimentos morreram para outros nascerem. Planos foram desfeitos, outros ganharam o lugar.
Há dois anos, na última postagem, eu morava em outra cidade. Havia dado vazão a um sentimento de mudança, mais, havia feito a mudança, estava buscando algo diferente. Quis ir pra outro lugar, viver sozinha, me virar. Acreditei que não seria difícil, que saberia praticar o desapego.
Pouco menos de um ano depois, descobri que aquela pessoa desapegada não existe, que amo o meu pedaço de chão. Na verdade, amo o meu lar e como não foi possível que eles estivessem comigo, quis voltar. Voltei.
Muitas coisas aconteceram nesse meio tempo também. Descobri que estava no meu retorno de Saturno. Que é normal a vida virar de ponta cabeça nesse período. Entrei para um Circulo de Mulheres. Me aprofundei no conhecimento do astral. Fui energeticamente à China. Me consagrei à Kwan Yin. Estudei o Tao. Plantei minha lua. Adquiri um baralho. Li a sorte. Sigo
Hoje escrevo do outro lado do Atlântico, me encontro no Velho Mundo, mais precisamente em Portugal, aquela terra que, dizem, nos pariu. Penso diferente. Sei diferente.
Incrível como o frio e a saudades são propícios à melancolia. Sentimentos que há tempos não tinha notícias, agora parece que estão a chegar. E o acaso me trouxe de volta aqui. Acontece que já não creio no acaso. Aprendi sobre a impecabilidade da vida, sobre sincronicidade. Estudo física e mecânica quântica. Pseudo-ciências. Sempre amei os pseudos.
Não acho que irei retornar aqui tão cedo, mas achei que hoje precisava.
Enquanto o google permitir o espaço segue sendo meu e sempre que o acaso providenciar farei uso dele.
Acontece que já não creio no acaso.
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